Após Trump anunciar tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, Câmara aprova projeto que autoriza reações a sanções comerciais

  • 02/04/2025
(Foto: Reprodução)
O projeto prevê que o Brasil pode responder com taxas ou restrições sobre importações de bens e serviços e, também, com a suspensão de acordos, investimentos e de direitos de propriedade intelectual. MDIC e Itamaraty avaliam todas as possibilidade de assegurar reciprocidade na relação comercial com os EUA No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Itamaraty ainda estudam qual vai ser o impacto da nova tarifa americana sobre os produtos brasileiros de exportação. As manifestações da equipe econômica eram de apreensão e preocupação antes do anúncio. "Não é fácil o momento que estamos vivendo. É um desafio global muito interessante. Todo mundo muito apreensivo. O dia de hoje é um dia muito particular que o mundo está vivendo", diz o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. "O fato de ser algo que não é especificamente para o Brasil, mas para o mundo inteiro, pode parecer até contraditório, mas nos preocupa muito mais. Porque isso pode impactar inflação mundial e, consequentemente, uma retração econômica. São perdas de emprego, inflação", afirma Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento. Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O chanceler reforçou a negociação para um sistema de cotas para as compras americanas de aço e alumínio do Brasil. Desde o dia 12 de março, a tarifa comercial do governo Trump subiu para 25%. Equipes técnicas dos dois governos têm feito reuniões virtuais semanalmente, mas sem avanço por enquanto. Nas trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos, os americanos têm vantagem. Os Estados Unidos acumularam um superávit de mais de US$ 58 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil de 2019 a 2024. Depois do anúncio, a Associação Brasileira do Alumínio reforçou preocupação com os impactos da sobretaxa sobre os produtos de alumínio brasileiros e defendeu "o fortalecimento dos instrumentos de defesa comercial e da recalibração da política tarifária nacional, com o objetivo de corrigir distorções e evitar que práticas assimétricas comprometam a competitividade da indústria brasileira do alumínio". Após Trump anunciar tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, Câmara aprova projeto que autoriza reações a sanções comerciais Jornal Nacional/ Reprodução Na Câmara, os deputados avançaram rapidamente na resposta brasileira a ações comerciais contra o Brasil, incluindo quebra de acordos e novas barreiras. O projeto da reciprocidade, que foi aprovado no Senado na terça-feira (1º), teve o pedido para uma votação urgente aprovado por uma ampla maioria. O projeto prevê que o Brasil pode responder com taxas ou restrições sobre importações de bens e serviços e, também, com a suspensão de acordos, investimentos e de direitos de propriedade intelectual. "Alguns dirão isso é vinculado à questão que se toma agora decisão dos Estados Unidos? Não. É um dispositivo que serve a todos acordos comerciais com todos blocos e todos os países. Esse dispositivo não é refém de nenhuma polêmica momentânea, política ou governamental. É um dispositivo que preserva o interesse do país”, afirma o deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania - SP. Na noite desta quarta-feira (2), os deputados aprovaram o texto da reciprocidade. Também na noite desta quarta-feira (2), em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento afirmaram que o governo brasileiro lamenta a decisão dos Estados Unidos e que ela viola os compromissos dos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio - como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis. O governo brasileiro afirma que buscará com o setor privado defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao diálogo. O governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recorrendo à Organização Mundial do Comércio. LEIA TAMBÉM Os temores do Brasil diante do imprevisível tarifaço de Trump: 'País está na mira da Casa Branca' Lei da Reciprocidade Econômica: Senado aprova reação a 'tarifaço de Trump'; entenda o que pode mudar Tarifaço de Trump: Europa se declara pronta para responder com medidas fortes se for preciso

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/04/02/apos-trump-anunciar-tarifa-de-10percent-sobre-produtos-brasileiros-camara-aprova-projeto-que-autoriza-reacoes-a-sancoes-comerciais.ghtml


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