Suspeitos de explorar animais em comunidade no Amazonas são soltos pela Justiça

  • 11/05/2026
(Foto: Reprodução)
Suspeito preso durante operação cobra R$ 30 para tirar por fotos com animais no Amazonas Foto: Vinicius Assis/Rede Amazônica A Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória a Abraão Monteiro Cascos, Francisco Souza da Silva, Joabe Monteiro Cascos e Anailton Veríssimo Rodrigues, presos durante a Operação Anhangá 2, realizada no sábado (9), em Iranduba, no interior do Amazonas. Eles são investigados por explorar animais silvestres em atividades turísticas no lago do Janauari. Os quatro foram presos durante uma ação da Polícia Civil e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que resgatou dois jacarés e uma preguiça supostamente usados para fotos com turistas mediante pagamento. Segundo as investigações, os animais eram mantidos em cativeiro e poderiam estar sendo dopados para parecerem dóceis durante as interações. Na decisão, a Justiça considerou que os suspeitos são primários e não possuem antecedentes criminais. Apesar da soltura, eles terão que cumprir medidas cautelares enquanto o caso segue em investigação. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Entre as determinações estão a proibição de frequentar áreas de visitação turística ambiental em Iranduba, manter animais silvestres em cativeiro, comercializar ou transportar espécies da fauna nativa sem autorização ambiental e sair do município onde moram. Pessoas são presas por maus-tratos a animais: grupo usava bichos para fotos com turistas Os suspeitos também deverão comparecer mensalmente à Justiça para informar endereço e atividade profissional. Segundo a decisão, o descumprimento das medidas pode resultar em prisão preventiva. Animais eram usados em fotos com turistas Durante a operação, um dos suspeitos chegou a cobrar R$ 30 da equipe da Rede Amazônica para permitir fotos com os animais. Sem saber que estava sendo filmado, ele ofereceu uma preguiça, uma cobra e um jacaré. De acordo com a Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), cordas usadas para amarrar os animais e pequenos cativeiros também foram encontrados no local. Os animais resgatados foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Manaus, onde passam por avaliação veterinária. A Justiça também determinou que o Ipaam ou o Ibama sejam responsáveis pela destinação adequada dos animais e aguardem os resultados dos laudos periciais, que devem indicar se eles foram sedados e se sofreram maus-tratos. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas. LEIA TAMBÉM: Amazonas registrou mais de 560 casos de maus-tratos contra animais em 2025 Animais explorados em aldeia indígena são resgatados no interior do Amazonas Foto: Beatriz Sampaio/PC-AM Primeira fase A primeira etapa da Operação Anhangá ocorreu em 9 de maio de 2025. Na ocasião, um homem de 22 anos foi preso e três adolescentes apreendidos. Sete animais foram resgatados, entre eles preguiças, macacas, uma arara e uma cobra.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/05/11/suspeitos-de-explorar-animais-em-comunidade-no-amazonas-sao-soltos-pela-justica.ghtml


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